Olá! Como vocês estão? Espero que bem ^^ Finalmente acabou a semana do carnaval e agora o Brasil começa a funcionar normalmente hahaha. O texto dessa semana acabou saindo meio tarde, mas está aqui graças a Deus! Bom, nesta semana eu queria compartilhar com vocês um pensamento que vem sendo construído em mim desde que eu voltei a fazer psicoterapia. Espero que ele possa ser útil em algo 🙂

O Problemático Perfeccionismo

Assim como eu tenho falado nos últimos textos, tenho buscado lutar contra o meu perfeccionismo. E uma das primeiras coisas que estive conversando com a minha psicóloga, foi o fato de eu ser muito intensa em tudo. Até certo ponto, viver ao máximo é bom, mas também carrega o seu lado ruim. Enquanto eu vivo os momentos bons em sua plenitude, eu também vivo os momentos ruins com a mesma intensidade. Por isso, uma das minhas buscas foi, por muito tempo, ser “perfeita”, ou seja, quando eu descobrisse o que era o certo eu iria me esforçar ao máximo para chegar lá. Infelizmente, isso me desgastava e me custava muito esforço e energia. Até que, finalmente, entendi que eu não precisava correr o tempo todo.

As corridas de 100 metros rasos

Em resumo, a minha vida era uma sequência de várias corridas de 100 metros rasos. Toda vez que eu alcançava aquilo que eu achava que faltava, um novo “defeito a ser corrigido” era encontrado, então, eu tinha uma explosão de energia e esforço para chegar na minha nova linha de chegada. Até que um dia a minha psicóloga me disse, que eu não precisava estar o tempo todo tentando alcançar essa linha de chegada porque a vida é um constante aprendizado e sempre surgiria um novo objetivo ou algo novo para aprender; eu poderia aprender a apreciar a vista e não só focar no meu objetivo. Foi quando eu percebi que estava deixando de apreciar o processo, o meio do caminho! Claro que é importante focar no que eu quero melhorar e no que eu quero alcançar, mas da mesma forma é importante lembrar que a minha chegada, na verdade é só uma parada no meio da maratona.

O aprendizado constante

Eu sei, é um clichê, mas a vida é um aprendizado constante até o fim. Acho que por ser clichê eu nunca dei muita atenção pra esta frase. Hoje, no entanto, ela faz muito sentido. Mesmo que eu alcance o que eu almejo melhorar em mim mesma, logo menos eu encontrarei outra coisa que eu quero aprimorar! Uma coisa que eu percebi, é que Deus vem construindo essa ideia dentro de mim há um bom tempo! É que, ao invés de eu achar que eu era uma pessoa terrível, ignorante, incapaz e tantas outros adjetivos negativos, eu devo pensar que eu sempre dei o meu máximo, e que o eu do passado não era uma pessoa horrível, mas sim uma pessoa menos vivida. Por isso, ao invés de eu ficar com vergonha de mim mesma, eu deveria entender que a cada dia eu aprendo mais e vou aos poucos progredindo. Eu não quero mais me envergonhar do meu passado, eu quero recebê-lo como um presente, como parte de quem eu sou hoje. Deus me ama hoje o mesmo tanto que Ele me amou no passado e o mesmo tanto que continuará amando para todo o sempre. Então, eu não devo ficar me cobrando ou me entristecendo do que eu não fui no passado (algo como… Eu gostaria de ter aprendido isso antes para não ter vivido de forma imatura essa situação passada, mas cara, não tem como eu ter sido alguém diferente do que eu era porque eu ainda não tinha vivido o que me fez aprender a ser o que eu sou hoje, e o mesmo vale sobre o eu do amanhã).

Quebrando o ciclo

No fim das contas, eu vivia num ciclo vicioso:

Viver a vida no perfeccionismo (odiando “errar”) -> me culpando quando aprendo que o eu do meu passado não entendia o que eu entendo hoje -> tendo vergonha do que eu era -> me esforçando 100% para não ser mais o que eu era -> aprendendo algo novo -> me culpando novamente por não saber o que aprendi…

E sabe… Deus me libertou disso. Eu nunca tinha reparado, mas quando a Bíblia nos fala sobre a corrida da vida, ela não nos diz para sermos perfeitos (é claro que ela nos diz para darmos o nosso melhor e buscarmos santidade, mas isso nós não conseguimos por nossas próprias forças, nós dependemos do Senhor para tal, por isso eu não deveria me cobrar algo que eu não consigo, eu deveria buscar minhas forças e capacitações em Cristo) ou para sermos aquele ideal inalcançável, ela nos diz para perseverarmos.

Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta

Hebreus 12:1

O tempo todo Deus me dizia que a vida era uma maratona e não uma corrida rápida de 100 metros rasos, mas eu estava tão focada no meu perfeccionismo que a voz do meu Pai, que muito me ama, foi abafada.

Espero que esse texto tenha feito sentido pra você e possa ser útil em algo na sua vida 🙂 Se você gostou desse texto ou se você acha que ele acrescentaria na vida de alguém, compartilhe este texto 🙂

Em amor, Dory ❤

5 comentários em “A vida é uma maratona

  1. Hideki Nakamura

    Li seu texto duas vezes. Uma vez logo que saiu e agora.
    Acho que essa questão do perfeccionismo é uma coisa estranha. Quando algumas pessoas são questionadas sobre o “seu maior defeito” costumam responder: “ah, eu sou perfeccionista!”. Particularmente acho que ser perfeccionista – no sentido de ser perfeito em tudo o que fazemos – é uma luta perdida. Não digo que sou assim em todas as coisas, mas tenho uma certa veia – quando escrevia o meu TCC ou quando escrevo meus sermões. Na prática, é uma luta que nunca acaba que precisa acabar. A gente precisa produzir resultado. Talvez eu até consiga fazer uma pequena coisa com perfeição. Mas pode ser que amanhã eu olhe para essa coisa e não ache mais que ficou tão perfeito assim.Ou também posso avaliar algo como perfeito e deixar ela no passado, sem voltamos lá para encontrar defeitos. Se eu ler uma coisa que eu escrevi há alguns anos e achei que ficou muito bom na época, hoje eu provavelmente vou achar alguns pontos que considero ruins e outros a melhorar. Acho que isso é um tipo de sinal que a gente está melhorando.
    Mas o que eu queria falar mesmo é que o seu texto me lembrou um trecho do livor “Ego Transformado” do Tim Keller. Na página 23 do livro ele cita uma entrevista da Madonna (sem querer desmerecê-la):
    “O que me impulsiona na vida é o medo de ser medíocre. Esse medo é o que mais me impele. Venço um de seus ataque e descubro-me como um ser humana especial, mas logo continuo me sentido medíocre e desinteressante, a menos que faça outra coisa espetacular. Apesar de ter me tornado alguém, ainda tenho de provar que sou alguém Minha luta não terminou, e acho que nunca terminará”
    Ele continua:
    “Temos de admitir uma coisa: Madonna conhece a si mesma mais do que nós nos conhecemos. Sempre que realiza algo, ela
    pensa algo assim: ‘Agora tenha confirmação de que sou alguém. Mas no dia seguinte, percebo que, se não continuar avançando, não sou ninguém.”
    Não estou aplicando esse breve comentário sobre esse livro a você. Só queria dizer que me levou a pensar e que me lembro desse livro do Keller que eu acho muito legal sobre o nosso Ego (eu acho que é isso que um blogueiro espera, não é? rsrsrs). Creio que você gostaria muito. É um livro bem curto, mas também muito profundo.
    Continue na maratona do blog!!!!! Vou tentar ser um leitor mais assíduo e dar meus pitacos 🙂

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  2. Pingback: Tempo certo – Oi eu sou a Dory!

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