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Lewis e Eu – O peso da glória (Parte 1)

Oi oi! Tudo bem? Espero que sim! Hoje vamos a um texto da série Lewis e Eu 🙂 Como prometido, vamos dar uma olhada no tão famoso sermão “O peso da glória”. O texto em si é bem fácil de se entender e acompanhar, mas fazer um “resumo” é bem difícil, espero conseguir captar e passar as ideias principais sem grandes perdas.

Abnegação e Amor

Lewis começa sua reflexão com uma colocação simples: a maior virtude para o homem moderno é abnegação, enquanto para os cristãos primitivos era o amor. Você pode até pensar que a abnegação é uma das maiores expressões de amor, mas calma lá! Abnegação tem uma conotação negativa, enquanto amor, positiva. Mas qual a importância disso?

“A ideia negativa de Abnegação não carrega consigo a sugestão primordial de assegurar coisas para os outros, mas, em vez disso, a de nós mesmos nos privarmos dessas coisas, como se a nossa abstinência, e não a felicidade do outros, fosse a mais importante questão. Não acredito que essa seja a virtude cristã do Amor.”

C. S. Lewis – O poder da glória

Já ouvi isso antes

Você leu o texto sobre o livro do John Piper, vai ter essa mesma impressão que eu de “já ouvi isso antes” hahaha. Isso acontece porque um dos textos qye ajudou John Piper em seu estudo sobre o prazer cristão foi justamente “o peso da glória”, e ele deixa isso registrado logo no início do livro. Okay, mas do que é que você tá falando Dory? Sobre a busca cristã da eternidade ser ou não uma busca mercenária. E a explicação que Lewis traz é um pouco mais simples e mais fácil de se entender. Como sempre, ele levanta vários exemplos para depois pontuar sua colocação.

“O dinheiro não é a recompensa natural do amor; por isso que chamamos mercenário o homem que se casa com uma mulher por causa do dinheiro que ela possui. Contudo, o casamento é uma recompensa apropriada para o verdadeiro amante; logo, ele não será um mercenário por desejá-lo”

C. S. Lewis – O poder da glória

“As recompensas apropriadas não estão simplesmente relacionadas à atividade para a qual são concedidas, mas são a própria atividade em estado de consumação.”

C. S. Lewis – O poder da glória

Creio que as palavras de Lewis são suficientes para explicar seu ponto de vista.

A obediência: forçada ou genuína

Esta reflexão sobre a devoção ser algo mercenário ou não, nos leva a pensar sobre a obediência cristã. Pois, assim como o próprio Lewis levantou, o que torna algo mercenário é o fato de algo estar “orgânicamente” (como diria Piper) relacionado à recompensa. Mas… E se a obediência for algo imposta e não genuína? E se um alguém vivesse em obediência às leis divinas, seria esta pessoa mercenária? Lewis responde de uma forma mais complexa do que apenas um “sim” ou “não”.

“Aqueles que alcançaram a vida eterna na visão de Deus sabem muito bem, sem sombra de dúvida, que isso não é o resultado de mero suborno, mas a própria consumação de seu discipulado terreno. Todavia, nós que ainda não alcançamos não podemos saber disso da mesma maneira, nem mesmo podemos começar a saber disso de alguma forma, exceto ao continuarmos a obedecer e ao encontrarmos a primeira recompensa de nossa obediência em nosso poder gradativo de desejar a recompensa definitiva.”

C. S. Lewis – O poder da glória

Na proporção em que cresce o desejo, nosso temor, a não ser que seja um desejo mercenário, vai diminuindo e se mostrará finalmente, um absurdo.”

C. S. Lewis

Ou seja, no começo pode até ser, mas conforme a fé desse alguém vai amadurecendo, a devoção e a obediência vão se tornando genuínas. Assim como acontece muitas vezes conosco quando estamos estudando algo. No começo, estudamos apenas porque nos obrigam, mas conforme vamos nos adentrando no assunto, chegamos por muitas vezes estudar por simples prazer.

Como o texto é longo, vou ter que parar por aqui hoje. Mas não se preocupe! Logo vou liberar a Parte 2 pra gente poder aprender um pouco mais com esse escritor incrível! O que você achou dos pensamentos do Lewis? Concorda? Não? Comenta aí pra gente conversar um pouco e não esquece de compartilhar com os amigos 🙂

Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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