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A alegria por John Piper

Oi oi! Como vocês estão? Espero que bem bem 🙂 Antes de entrar no tema de hoje, quero te lembrar que a Editora Ultimato disponibilizou pra gente um cupom de desconto nos livros do C. S. Lewis. Usando o código CSLEWIS você pode usufruir de 10% off nos livros deste autor incrível 🙂 Mas corre que é só até o final do mês.

E aí? Já conseguiu descobrir o que vamos falar dessa vez? Não sei se você conhece, mas tem um teólogo que eu gosto muito, que se chama: John Piper. Eu nunca tinha lido um livro dele, só ouvido citações, até que fui à biblioteca do seminário da minha denominação (obrigada seminário A. W. Tozer!) e peguei emprestado o livro: Teologia da alegria, que nas edições mais recentes recebe o título de:Em busca de Deus.

Não existe resumo

Quando eu pensei em escrever este artigo, me veio a mente o modelo da série Lewis e Eu, mas quanto mais eu pensava na organização dos parágrafos e dos temas para se tratar, percebi que seria impossível. Não só impossível colocar nestes moldes, quanto fazer um resumo como eu pretendia fazer. O motivo para isso é que cada frase deste maravilho livro é impactante. Ou seja, se eu resumisse, seria praticamente um assassinato literário (assim como resumir contos, evite ao máximo resumir contos hahaha). Por isso, quero neste texto compartilhar alguns aprendizados que mais me marcaram, e desta forma, talvez que motivar a ler por conta própria esta inquietante obra teológica.

O propósito do ser humano

O período histórico em que o livro foi escrito, as pessoas tinham o pensamento de que não poderiam ter sentimento algum na presença de Deus, pois seria como pegar um pouco da glória de Deus para seu próprio prazer. Piper então escreveu uma tese inteira de porque este pensamento era errôneo, o que gerou este livro. Em resumo, a proposta do autor é trocar a frase:

“O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus

E

gozá-lo plena e eternamente”

pela frase:

“O fim supremo e principal do home é glorificar a Deus

AO

gozá-lo plena e eternamente”

Não se você pegou a sutil diferença entre as duas colocações, mas ao longo do livro você percebe que são duas coisas completamente distintas.

Na primeira frase, a impressão que se tem é que são dois fins supremos, o que é interessante, pois a sentença está escrita no singular. E este é exatamente o ponto do livro todo, nos mostrar como existe apenas um fim, que é glorificar a Deus AO gozá-lo eternamente.

Aceitar a si mesmo O glorifica

Uma das lições aprendidas que mais me impactou foi entender que sentir prazer nas obras de Deus O alegrava. Um Pai quando dá um presente ao filho, se alegra com a alegria dele, certo? Da mesma forma, Deus também se alegra. No capítulo 8, Piper diz que entendemos errado o que Jesus disse em Lucas 10:27.

“Ele respondeu: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ “.

Lucas 10:27

Jesus não nos ordena que devemos nos amar primeiro para amar aos outros, mas ele pressupõem isso. Portanto não existe uma ordem, neste versículo, para nos amarmos, mas sim uma certeza. “Mas… E a questão da baixa autoestima de alguns Dory? O que fazer?” Você deve estar se perguntado. Pois bem, eu me fiz o mesmo questionamento, pois eu sou uma pessoa com uma baixo autoestima. A resposta de Piper a esse questionamento é incrível! Ele afirma:

“O amor a si mesmo de que Jesus fala não tem nada a ver com a noção generalizada de auto-estima. Não significa ter uma boa imagem de si mesmo ou sentir-se especialmente feliz consigo mesmo. Significa simplesmente desejar e buscar o próprio bem.”

Em resumo, o que Piper está querendo nos mostrar é que o que Jesus estava nos ensinando é que todos gostamos de nos sentirmos bem acolhidos, amados e confortados. Da mesma maneira devemos buscar o bem-estar do outro. Não só as mesmas fazendo-lhes as mesmas coisas, mas buscando o bem estar deles como buscamos o nosso.

Existe, porém um grande perigo. De entendermos que devemos amar aos outros ao invés de nos amarmos, sendo que está escrito claramente na Palavra que devemos amar da mesma maneira. Parece óbvio né? Mas para mim não foi … Por ser de uma família oriental, acabei absorvendo a cultura de que eu devo amar mais aos outros do que a mim mesma, e ao ler esta passagem, tive a impressão que era uma afirmação desta filosofia destrutiva. E bem, Piper me ajudou a enxergar que não! Não é esta a vontade de Deus e a resposta está na primeira parte do versículo, “Ame o Senhor, seu Deus de todo o coração, de toda a sua alma, de toda a sua força e todo o seu entendimento”. Ou seja, olhando para Deus encontramos tudo o que precisamos! Encontramos a alegria, a esperança e tudo o que há de bom. Logo, estaremos tão cheios de amor que vem de Deus que transbordaremos ao próximo esse amor.

Mas, para mim que tem problemas com autoestima, Deus me levou além. Baseada no estudo de Piper de que Deus é glorificado quando temos prazer Nele, e como ele explica em seus capítulos iniciais de que, quando sentirmos prazer em algo que Deus nos dá Ele é glorificado, eu devo sentir prazer em quem sou! Pois Deus me fez de maneira incrível, como está escrito em Salmos:

“Eu te agradeço por me teres feito de modo tão extraordinário; tuas obras são tão maravilhosas e disso eu sei muito bem.”

Salmos 139:14
(agradecimentos ao Israel Subirá pelo vídeo “o mundo precisa de você” porque me ajudou a linkar as duas ideias

Logo, quando eu vejo as obras de Deus na minha vida e em como Ele me fez, Ele se alegra e é glorificado.

Não é errado buscar a recompensa

Outro paradigma meu que foi quebrado neste livro é que, não é errado fazer o que é certo pensando na recompensa divina. Muita calma nesta hora hahaha e leia até o final para entender bem.

A questão toda gira em torno do perigo de buscarmos a Deus de uma forma “mercenária” ou seja, almejando apenas a recompensa e não Aquele que dá a recompensa. Mas Piper argumenta da seguinte forma:

“A razão por que creio que essa questão é importante é que a motivação de receber uma recompensa futura pode dar ao amor uma motivação mercenária, se a recompensa esperada não tiver alguma relação orgânica com o ato que fazemos para receber a recompensa.”

“Assim, no prazer cristão há uma relação orgânica entre o amor que Cristo nos ordena e a recompensa que ele promete. A questão nunca é mercenária, em que fazemos o que detestamos para obter o que gostamos.”

Quando li a palavra “orgânica” nestas frases eu sei o que significa, mas não consigo colocar em palavras. Da mesma forma, Piper tentou mas não acredito que tenha conseguido tão bem. Mas de forma simples, seria como dizer que o que fazemos, que é buscar ser mais parecidos com Cristo, e o que buscamos, a eternidade com Cristo, têm a mesma natureza. Logo, não tem como ser uma busca mercenária. E é tão engraçado como esta verdade bíblica está presente em tanto versículos, mas costumamos não dar tanto valor a eles. Alguns exemplos são: Mateus 5:12 e Mateus 6:19-20.

Bom, como pude demonstrar aqui no texto, o livro traz reflexões complexas demais para apenas um texto. Por isso, espero ter te encorajado a mergulhar nestas questões tão importantes 🙂

Gostou do texto de hoje? Deixa um comentário aí pra gente conversar um pouco e não esqueça de compartilha com seus amigos também!

Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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