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Lewis e Eu – Temos motivos para nos sentirmos inquietos

Oi oooi gente! Como vocês estão? Espero que bem bem ^^ Essa semana eu postei um texto surpresa e eu espero que vocês tenham curtido ❤ Mas infelizmente eu não consegui postar o texto reflexivo de costume e sinto muito por isso galera… MAAAAS se vocês quiserem eu posso tentar postar esse texto na segunda 🙂 o que vocês acham? Minha esperança é de aos poucos nós chegarmos no nosso ideal de blog organizado hahaha. Bom… Recados e esclarecimentos feitos

Algumas reclamações

Lewis começa essa capítulo com respostas às pessoas que o criticaram dizendo que ele havia dado voltas filosóficas para chegar a mesma conclusão religiosa de sempre. Ele rebate com 3 pontos. O primeiro sobre voltar atrás em um erro, o segundo sobre como a Lei Moral é uma prova da existência de um Alguém e por último, o terceiro sobre como é necessário ter um primeiro desconforto antes do aconchego do cristianismo. Não se preocupe porque vamos passar por cada um dos 3 pontos individualmente com mais calma 😉

O caminho correto

Lewis começa seu ponto dizendo que todos nós queremos progredir, seguir em frente, no entanto ele nos lembra que progredir sempre depende de onde nós queremos chegar. Logo, se estamos no caminho errado, dar meia-volta é progredir!

“Para quem está na estrada errada, progredir é dar meia-volta e retornar à direção correta; nesse caso, a pessoa que der meia-volta mais cedo será a mais avançada.”

Entendo isso, é fácil entender que ter um pensamento irreversível e extremamente “cabeça-dura” não leva a nada produtivo. Lewis nos lembra que observando o mundo em que vivemos é claro que a humanidade cometeu um grande erro e devemos dar meia-volta.

“Não há nada de progressista em ser um cabeça-dura que se recusa a admitir o erro. Penso que se examinarmos o estado atual do mundo, é bastante óbvio que a humanidade cometeu algum grande erro. Tomamos o caminho errado. Se assim for, devemos dar meia-volta. Voltar é o caminho mais rápido.”

Ainda não é sobre religião

Lewis nos lembra que ele ainda não entrou nas questões propriamente ditas do Deus cristão, mas sim, tratando sobre realidades dados da natureza humana e como existe um Alguém por trás da Lei Moral. E existem duas pistas sobre esse Alguém: o universo criado por ele e a Lei Moral. Se o universo fosse a única pistas chegaríamos a conclusão de que esse criador seria um grande artista (pela beleza do universo) e que seria também impiedoso e cruel (uma vez que o universo é muito perigoso). Lewis faz uma afirmação curiosa dizendo que nós descobrimos mais coisas sobre esse Ser pela Lei Moral do que pelo universo! Ele exemplifica da seguinte forma:

“Descobrimos mais coisas a respeito de Deus a partir da Lei Moral do que a partir do universo em geral, da mesma forma que sabemos mais a respeito de um homem quando conversamos com ele do que quando examinamos a casa que ele construiu.”

Partindo dessa colocação, chegamos à conclusão então que esse Alguém é “bom”, mas não o “bom” suave, mas o “bom” rígido, que nos traria desconforto, a ponto de nos exortar a fazer o que é correto independente do quanto isso nos seja incômodo, do quanto isso nos possa ser doloroso. Dessa forma, se Deus for só a Lei Moral então ele é alguém “duro” demais, pois a Lei Moral se parece muito mais de uma mente do que de uma pessoa. (mas Lewis nos alerta, a questão de um Deus pessoal ou não é algo a ser tratado mais no futuro, não adiantemos a matéria)

“Caso se trate de uma pura mente impessoal, não há sentido algum em pedir que ela nos desculpe, da mesma forma que não há sentido em pedir que a tabuada nos seja tolerante com nossos erros de multiplicação.”

Se continuarmos nessa trajetória chegaremos a uma conclusão errônea, e muito menos existe sentido em dizer que: “se existe um Deus assim – uma bondade impessoal e absoluta -, você não precisaria gostar nem se preocupar com ele”, pois o ponto que Lewis nos levanta é sobre como nós concordamos que a humanidade, e nós inclusos nisso, está fadada em seu erro. Talvez você quisesse subornar esse Deus dizendo para esquecer esse seu erro, mas você reconhece que esse ser por trás do universo detesta aquilo que é mal. Deixo aqui um longo trecho retirado do livro, pois não sei como colocá-lo melhor do que Lewis escreveu:

“Se o universo não é governado por um Bem absoluto, todos os nossos esforços estão fadados ao insucesso a longo prazo. Se, no entanto, ele é governado por esse Bem, fazemos-nos inimigos da bondade a cada dia e o panorama não parece dar sinais e melhora no futuro. Logo, nosso caso é, de novo, irremediável – inveiável com ele ou sem ele. Deus é o nosso único alento, mas também é o nosso terror supremo; é a coisa que mais precisamos, mas também da qual mais queremos nos esconder.”

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“Quando você sabe que está doente, dá ouvidos ao médico”

Essa é a frase mais marcante desse terceiro ponto levantado por Lewis. Pois ele fez todas as voltas filosóficas para chegar a esse ponto:

“(…) o cristianismo só tem sentido para quem teve de encarar de frente os temas tratados até aqui. O cristianismo exorta as pessoas a se arrepender e lhes promete o perdão.”

No entanto se um alguém não reconhece culpa algum em si, então nada do cristianismo lhe faz sentido (por isso a frase do subtítulo). Você só pode ser perdoar de algo de que se arrepende e para se arrepender é necessário o reconhecimento do erro. Ao entender esse ponto crucial, você poderá compreender o que os cristãos têm a oferecer, que é justamente o caminho que o próprio Deus criou para a humanidade ser salva de sua própria ira divina, e isso prova que Deus não é impessoal, muito pelo contrário, é alguém que fez grande sacrifício para salvar alguém que se auto condenou.

“Deus se fez homem para salvar o homem de sua própria ira.”

Lewis encerra o último capítulo do livro I com reflexões acerca do quanto pode ser dura a realidade apontada por ele, mas que se faz necessária a coragem para encarar os fatos e assim ser acolhido pela religião cristã. Para ele:

“É inútil tentar obter o consolo sem antes passar pela consternação.”

Ele acredita que é necessário passar pelo desconforto para assim chegar ao consolo:

“Se você buscar a verdade, encontrará a consolação no final; se você buscar o consolo, não terá nem o consolo nem a verdade – terá somente uma melosidade vazia que culminará em desespero.”

Conclusão da Dory

Eu achei esse capítulo um dos mais incríveis do livro I! Acho que é pelo fato dele ter “amarrado” todos os argumentos e pesamentos em uma conclusão prática sobre a vida, buscar a verdade. Todos os pontos levantados por Lewis ao longo de todos esses capítulos me parecem ser resposta para perguntas que frequentemente fazermos para nós mesmos e ele consegue trazer explicações muito simples e eficientes (apesar de algumas poucas vezes trazer alguns argumentos meio frágeis).

Por fim chegamos final do livro I de Cristianismo puro e simples. O que você achou? Gostou da série? Quer que eu continue? Vou deixar na página do Face uma enquete sobre a continuidade da série 🙂 passa lá pra deixar seu voto ~

Agradecimento especial à Página C. S. Lewis Brasil pelo apoio

Facebook/Instagram

Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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