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Lewis e eu – O que existe por trás da lei

Olá!!! Bem vindo ao segundo texto do dia!! Uhuuul \o/ E como prometido, é da série Lewis e Eu. E antes de começar definitivamente o texto de hoje, quero lembrar vocês que o Cumpo de desconto na loja da Editora Ultimato acaba na terça feira! Corra e compre com 15% de desconto qualquer livro do autor C. S. Lewis ❤ para mais informações, clique aqui! ^^ Okay, recado dado vamos ao que interessa!

Os dois pensamentos

Lewis levanta no começo desse capítulo os dois principais pensamentos que a humanidade carrega há muitos séculos. O pensamento materialista e o pensamento religioso. Ele sabe que entre esses dois existe o pensamento intermediário, mas não cita no capítulo, apenas aborda esse pensamento intermediário no final do capítulo em forma de nota. Isso acontece porque essa reflexão foi feita inicialmente na rádio, portanto existia um limite de tempo, logo, Lewis não abordou esse pensamento mediano durante a reflexão do capítulo, mas como em um livro existe a possibilidade de notas, ele optou por comentar sobre isso apenas no final.

De forma resumida, o pensamento materialista é aquele que toma como rela apenas o que possui matéria, ou seja, é físico. Logo, o mundo foi criado por um acumular de coincidências, onde um universo foi formado, um planeta com as perfeitas condições de vida se formou e um ser pensante se desenvolveu. Já o pensamento religioso, acredita que o universo fora criado por algum ser pesante que dotado de um objetivo e preferências. Lewis recorda que esse tipo de dualidade não é algo apenas contemporâneo a nós:

“Onde quer que tenha havido homens pensantes, os dois pontos de vista sempre apareceram de um forma ou de outra.”

Como aqui eu tenho como objetivo te ajudar a entender o livro, vou trazer agora a discussão que Lewis levantou sobre o pensamento mediano, o qual ele chama: filosofia da Força Vital, ou Evolução Criativa, ou Evolução Emergente. Em resumo, esse pensamento se resume a algumas afirmações feitas por seus defensores:

“Seus defensores dizem que as pequenas variações pelas quais a vida nesse planeta ‘evoluiu’ das formas mais simples à forma humana não ocorreram em virtude do acaso, mas sim pelo ‘esforço’ e pela ‘intenção’ de uma Força Vital.

O ponto questionado por Lewis é: Se essa tal Força Vital é algo semelhante à uma “mente que traz a vida a existência e a conduz à perfeição” não é outra coisa se não Deus. Logo, é um pensamento idêntico ao religioso! Mas com a diferença de que é mais confortável, pois:

“Uma das razões pelas quais as pessoas julgam a Evolução Criativa tão atraente é que ela dá o consolo emocional da crença em Deus sem impor as consequências desagradáveis desta. (…) A Força Vital é como um deus domesticado.”

E para fechar com chave de ouro esta nota, Lewis escreve: “Não será a Força Vital a maior invenção da fantasia humana que o mundo jamais viu?”

Sobre a ciência

Em seguida a essa discussão sobre os pensamentos humanos, Lewis levanta a questão da ciência, sobre como ela não pode de forma alguma provar a existência ou inexistência de Deus. Pois, a ela estão reservadas questões práticas como a física, química e tantas outras ciências, as quais podem ser testadas e comprovadas. E para dar mais peso ao seu ponto, Lewis afirma o seguinte:

“Suponha que a ciência algum dia se tornasse completa, tendo o conhecimento total de cada mínimo detalhe do universo. Não é óbvio que perguntas como ‘Por que existe um universo?’, ‘Por que ele continua existindo?’ e ‘Qual o significado de sua existência?’ continuariam intactas?”

Por isso a ciência não supre a necessidade do homem em relação a essas questões existenciais.

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Dentro e fora

Como a ciência não pode nos ajudar a entender essa “mente” por trás da criação do universo, como então podemos entender, nem que seja um pouquinho, ela? Lewis diz que o Ser Humano é o objeto mais palpável para esta análise, já que é algo que podemos entender por dentro, em especial o Eu.

“Alguém que estudasse o homem de ‘fora’, da maneira como estudamos a eletricidade ou os repolhos, sem conhecer nossa língua e, portanto, impossibilitado de obter conhecimento do nosso interior, não teria a mais vaga ideia da existência desta lei moral a partir da observação de nossos atos.”

Porque a questão como um todo é: “Existe algum ser por trás da criação?”, logo, esse ser não poderia ser encontrado na própria criação, mas sim, através da criação obteríamos algumas pistas sobre:

“Se existisse um poder exterior que controlasse o universo, ele não poderia se revelar para nós como um dos fatos do próprio universo – da mesma forma que o arquiteto de uma casa não pode ser uma de suas escadas, paredes ou lareira.”

A única maneira mais segura de se “pesquisar” sobre esse ser, seria dentro de nós mesmos. Mas como faremos isso? Lewis coloca uma situação hipotética para esse questionamento:

“Suponha que alguém me perguntasse, acerca de um homem de uniforme azul que passa de casa em casa depositando envelopes de papel em cada uma delas, por que afinal, eu concluo que dentro dos envelopes existem cartas. Eu responderia: ‘Porque sempre que ele deixa envelopes parecidos na minha casa, dentro deles há uma carta para mim.”

O argumento é muito válido, Lewis não precisa abrir nenhum envelope que não esteja endereçado a ele, pois ele imagina o seu conteúdo pelas cartas que ele própria recebe. Uma colocação interessante que ele faz é supondo a possibilidade de se experimentar a consciência de uma pedra ou de uma árvore, e ele afirma que as “cartas” que esses seres recebem são diferentes das “cartas” que ele próprio recebe. Ou seja, a pedra obedece à lei natural, enquanto o ser humano a lei da natureza humana.

Com toda essa explicação, Lewis diz que nem chegou perto do Deus da teologia cristã e que o que ele fez até agora é comprovar por evidências que existe algo pensante por trás da criação do mundo. E a finalização desse capítulo vem com uma frase que eu achei magistral:

“Houve muita conversa fajuta a respeito de Deus nos últimos cem anos, e não é isso que tenho a oferecer. Esqueça tudo o que ouviu.”

Opinião da Dory

Os 2 capítulos anteriores a esse estavam um pouco fracos em argumentação ao meu ver, mas esse aqui realmente me deixou sem palavras. Cada ponto levantado me pareceu muito pertinente e muito bem trabalhado. Enquanto eu escrevia esse texto, me veio a mente uma música que gosto muito e quero compartilhar com vocês! Ela diz justamente sobre a questão de Deus não estar limitado a sua criação, já que Ele é o criador 🙂

Agradecimento especial à Página C. S. Lewis Brasil pelo apoio

Facebook/Instagram

Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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