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Lewis e Eu – “Algumas Objeções”

Oi oooi gente! Tudo bem? Espero que sim, as coisas aqui estão um pouco agitadas demais hahaha, mas tudo bem, logo a tempestade vai passar e a bonança voltará 🙂 Enfim, aqui esté o segundo capítulo da série do “Lewis e Eu”! Espero que vocês estejam gostando 🙂 O capítulo de hoje continua a falar

Ainda sobre a Lei Moral

Como a Lei Moral é o fundamento das duas ideias que sustentam o pensamento de Lewis, ele decide então dedicar mais um capítulo para concretizar melhor essas ideais. Este segundo capítulo é bascicamente um ajuntamento de questionamentos que o autor recebeu sobre a questão da Lei Moral e trazer mais respostas e exemplos, por meio de metáforas, para esclarecer melhor seu ponto de vista.

“A Lei Moral não seria apenas mais um instinto humano?”

Essa é a primeira pergunta levantada, e a resposta que Lewis dá é muito simples e direta:

“Suponhamos que você ouça um grito de socorro de um homem em perigo. Provavelmente sentirá dois desejos: o de prestar socorro (que se deve ao instinto gregário) e o de fugir do perigo (que se deve ao instinto de autopreservação). Mas você encontrará dentro de si, além desses dois impulsos, um terceiro elemento, que lhe mandará seguir o impulso da ajuda e suprimir o impulso da fuga. Esse elemento, que põe na balança os dois instintos e decide qual deles deve ser seguido, não pode ser nenhum dos dois.” 

Como sempre em suas explicações, Lewis trás uma metáfora bem prática e palpável, no entanto lendo apenas este exemplo eu não entendo qual a conclusão que ele quer chegar, por isso a metáfora que vem a seguir é de extrema importância!

“Você poderia pensar também que a partitura musical, que lhe manda num determinado momento, tocar tal nota do piano e não outra, é equivalente a uma das notas do teclado. Lei Moral nos informa da melodia a ser tocada; nossos instintos são meras teclas

Ou seja, seja-se a conclusão de que se a Lei Moral coloca os instintos na balança, ele próprio não pode ser um instinto também. Assim como uma tecla não pode colocar a si própria e a outra tecla na balança e analisar qual deve ser tocada.

Uma outra forma de se responder a essa pergunta é levantando o fato de que a Lei Moral comummente faz com que o instinto mais fraco prevaleça.

“Provavelmente, seu desejo de ficar a salvo é maior do que o desejo de ajudar o homem que se afoga, mas a Lei Moral lhe manda ajudá-lo, apesar dos pesares

Em resumo, a Lei Moral fortalece os instintos mais fracos, pois é o “mais correto”. Mas existe uma ressalva:

“É evidente, porém, que, no momento em que decidimos tornar mais forte um instinto, nossa ação não é instintiva.”

Por fim, a terceira e última forma de se enxergar a diferença da Lei Moral em relação aos instintos é entendendo que não existe instinto bom ou ruim. Lewis diz que na verdade o que certos instintos são adequados para certas ocasiões e outros instintos em outras ocasiões.

“No entanto, em certas ocasiões, é dever do homem casado encorajar seu impulso sexual, e do soldado fomentar sua agressividade. Existem também oportunidades em que a mãe deve frear seu amor pelo filho, ou um homem deve conter o amor por seu país, para que não cometa injustiça contra crianças ou outros países. A rigor, não existem impulsos bons e impulsos maus.”

E retomando a imagem do piano e as notas, Lewis conclui seu pensamento:

“Cada uma das notas é certa para uma determinada ocasião e errada para outra. A Lei Moral não é um instinto particular ou um conjunto de instinto; é como um maestro que, regendo os instintos, define a melodia que chamamos de bondade ou boa conduta.”

E segundo o autor, o mais perigoso é se deixar dominar por instinto e ter como certo um instinto a todo momento.

“Isso que você chama de Lei Moral não é só uma convenção humana?”

Para Lewis isso não é uma verdade, pois assim como a Matemática, a Lei Moral também é ensinada, mas isso não quer dizer que ela não é real, pois sabemos que mesmo manifesta de maneiras um pouco diferentes, todos os povos desenvolvem matemática em sua essência; da mesma forma, a Lei Natural pode nos ser ensinada, mas isso não significa que ela não seja algo real e não apenas uma invenção humana. Um segundo argumento a essa questão é o fato de se fazer uma classificação de mais moralmenos moral. Quando dizemos que tal grupo de pessoas é mais moral do que outro, estamos exercendo uma escala de moralidade. Lewis afirma que:

“o progresso não significa apenas mudança, mas uma mudança para melhor. Se um conjunto de ideias morais não fosse melhor do que outro, não haveria sentido em preferir a moral civilizada à moral bárbara, ou a moral cristã à moral nazista”

Quando fazemos uma escala de mais moral para menos moral, estamos usando um Moral Verdadeira. Assim como quando dizemos que algo é mais triangular do que outra coisa, ou então uma música é mais calma do que a outra.

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Trezentos anos atrás, às bruxas na Inglaterra eram queimadas na fogueira. É isso que você chama de Regra da Natureza Humana ou de Boa Conduta?”

Esta é a última pergunta e a mais comprida hahaha. A resposta de Lewis é certa, o que mudou em trezentos anos não foi a moral, mas sim o conhecimento. Descobrimos e convencionamos que bruxas não existem e Lewis define muito bem essa ideia com uma suposição:

Não consideraríamos misericordioso um homem que não armasse ratoeiras por não acreditar que houvesse ratos na casa.”

Assim o capítulo se encerra.

Comentários da Dory!

Lendo esse capítulo eu me lembrei muito o quanto as pessoas já me questionaram acerca da minha fé. Percebi ao longo do tempo, e principalmente pela graça, Deus tem me dado sabedoria para responder esses questionamentos com amor. Todas as vezes que sinto falta de sabedoria, sempre me lembro de um versículo:

“Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, peça-a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.”

Tiago 1:5

E Deus sempre nos ensina com amor! Mas não se esqueça que amor não é omissão, não é compactuar com tudo 😉 E é isso, espero que vocês tenham curtido o texto de hoje.

Agradecimento especial à Página C. S. Lewis Brasil pelo apoio

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Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

2 comentários em “Lewis e Eu – “Algumas Objeções”

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