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Lewis e eu – “A lei da natureza humana”

Oi oooi gente!! Sentiram falta da série? Eu senti muuuita falta! Mas espero que esse momento conturbado passe logo >< Para saber mais visite a Page no Face ❤.Mas vamos lá!

Antes de tudo uma explicação!

O livro “Cristianismo puro e simples” é separado em quatro partes, que têm o nome de livro, e esses livros têm capítulos. Hoje vamos começar com o Livro I, capítulo I.

Os dois pontos principais

Neste primeiro capítulo, Lewis quer demonstrar como nós seres humanos, todos nós, temos uma singular noção do que é Lei Natural (a qual explicarei melhor mais pra frente) e que na prática não nos comportamos de acordo com esta tal lei.

“Esses dois fatos são o fundamento de todo o pensamento claro a respeito de nós mesmos e do universo em que vivemos”

Lei Natural

A ideia central é que assim como o universo é regido pelas leis da física, biologia e química, da mesma forma nós humanos também temos essas leis para nos reger; no entanto diferentemente do resto do universo nós podemos escolher obedecer ou não.

“Em outras palavras, o homem não pode desobedecer às leis que tem em comum com os outros seres; mas a lei própria da natureza humana, a lei que não é compartilhada nem pelos animais, nem pelos vegetais, nem pelos seres inorgânicos, a esta lei o ser humano pode desobedecer, se assim quiser.”

Para que a ideia se tone mais palpável, Lewis levantou exemplos práticos de que nós conhecemos esta Lei Natural, e mesmo que pareça simplória é muito assertiva no que se propôs a demonstrar.

O exemplo é o seguinte: Dois homens discutem sobre um ter feito algo injusto; como por exemplo: sentar na cadeira que o outro estava sentado antes, descumprir uma promessa ou um trato. E nessa discussão o que mais chama a atença do autor é o fato de um sempre querer mostrar que o outro está errado. Desta forma comprova-se que ambos têm um conhecimento prévio do que é o certo e o errado, mesmo que de forma inconsciente.

“Não haveria sentido em demonstrá-lo (que o outro está errado) se você não e ele não tivessem algum tipo de consenso sobre o que é o certo e o errado, da mesma forma que não haveria sentido em marcar a falta de um jogador de futebol sem que houvesse uma concordância prévia sobre as regras do jogo.”

Descumprindo a Lei Natural

Mas você provavelmente deve estar pensando: “Mas eu conheço pessoas que não ligam para o certo ou errado, ou até mesmo tem um conceito diferente de certo e errado que eu!”. Para responder a esses questionamentos, Lewis levantou algumas respostas.

Começando pela primeira parte do questionamento: Pessoas que não ligam para o certo ou o errado, encontramos esta resposta no livro:

“Isso evidentemente não significa que não se pudesse encontrar, aqui ou ali, um indivíduo que a ignorasse, assim como existem indivíduos daltônicos ou desafinados.”

Já em relação a diferença no conceito de certoerrado no âmbito de cultura, Lewis trás a seguinte reflexão:

“É certo que existem diferenças entre as doutrinas morais dos diversos povos, mas elas nunca chegam a construir algo que se assemelhasse a uma diferença total.”

Ele teve todo o trabalho de estudar individualmente as civilizações antigas neste quesito e todos os dados encontrado estão reunidos no livro The abolition of Man (A abolição do homem).

E as pessoas que afirmam não haver Certo Errado?

Para essa pergunta, Lewis é bem simples e direto! Creio que não haja necessidade de algum comentário prévio, então deixarei aqui um trecho que explica bem essa questão e de forma bem engraçada!

“O mais extraordinário, porém é que, sempre que encontramos um homem a afirmar que não acredita na existência do certo e do errado, vemos logo em seguida este mesmo homem mudando de opinião. Ele pode não cumprir a palavra que deu, mas, se você fizer a mesma coisa, ele lhe dirá “Não é justo!” antes que você  possa dizer “Cristóvão Colombo”. (…) Se não existe uma Lei Natural -, qual seria a diferença entre o justo e um injusto?”

Nossos erros não mudam os fatos

Só porque nós não obedecemos, não quer dizer que estas leis não existam! E o mais formidável é que quando erramos, tendemos a colocar desculpas para o que fizemos; seja nas outras pessoas ou até mesmo nas circunstâncias. Mas o que é mais importante não é  fato de acreditarmos ou não, darmos desculpas não, mas que elas de fato existem!

“As pessoas podem volta e meia se enganar a respeito deles, da mesma forma que às vezes erram numa soma; mas a existência de ambos não depende de gostos pessoais ou de opiniões, da mesma forma que um cálculo errado não invalida a tabuada.”

“Se não acreditássemos na boa conduta, por que a ânsia  de encontrar justificativas para qualquer deslize? A verdade é que acreditamos a tal ponto na decência e na dignidade, e sentimos com tanta força a pressão da Soberania da Lei, que não temos coragem de encarar o fato de que a transgredimos. Logo, tentamos transferir para os outros a responsabilidade pela transgressão.”

“São somentes as fraquezas que procuramos justificar pelo cansaço, pela preocupação ou pela fome. Nossas boas qualidades, atribuímo-las a nós mesmos.”

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Comentários da Dory!

Em relação a esse capítulo tenho duas coisas que gostaría de comentar!

1 – O livro foi escrito baseado em programas de rádio que Lewis produziu durante a Segunda Guerra Mundial; assim, muitos dos exemplos que ele traz remetem também à guerra, seja em relação a exaltar um soldado que lutou bravamente no fronte, quanto outras situações que remetem a esse momento histórico.

2 –  Ler esse capítulo me lembrou muito do Primeiro Pecado, aquele que foi cometido no Jardim do Éden, e me fez pensar como a analogia faz sentido com essa história contada no primeiro livro da Bíblia.

E é isso galera 🙂 espero que vocês tenham gostado e realmente espero conseguir voltar a postar continuamente ~

Agradecimento especial à Página C. S. Lewis Brasil pelo apoio

Facebook/Instagram

Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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