Oi oooi gente! Como vocês estão? Espero que bem 🙂 finalmente acabou-se o carnaval e agora voltamos à rotina. Acabei não conseguindo postar ontem e nem na quinta passada e isso me fez refletir sobre a minha limitação. Eu estava exausta, tanto fisicamente quanto mentalmente, por isso preferi não escrever do que escrever de qualquer jeito só para cumprir com a programação. Peço perdão pela falta de texto neste últimos dias, mas creio ter feito a decisão mais sábia. Acho que a partir dessa semana já vou conseguir voltar ao ritmo normal hehehe ^^ Bom, hoje quero trazer um pouco sobre o que tenho aprendido com o Papai celestial ❤

Independência e o vício do orgulho

Eu acredito que um dos maiores vícios da Humanidade é o orgulho. A perigosa satisfação de ser capaz de viver sem ninguém, conseguir fazer tudo sozinho. O buraco aparentemente inofensivo do “não preciso pedir ajuda, eu consigo me virar”… Pois bem, muitas vezes eu acabo por cair nessa armadilha. Não digo que aprender a se virar seja algo ruim, mas o vício nisto é algo danoso. Eu cresci de uma maneira um pouco inomum, amadureci rápido e me adultizei, criei em um mim uma independência tóxica, essa que me impede muitas vezes de pedir socorro para os amigos. Mas Deus vem me moldando e me mostrando a preciosidade da dependência.

Sendo semeada

Este meu pensamento de independência é algo que adquiri por causa da cultura japonesa do “não incomodar o próximo”; é o famoso pensamento do “eu não preciso incomodar, posso tentar resolver sozinha”. Há alguns anos, Deus vem mudando minha mente, para que ela venha a ser moldada pela realidade do Reino, pensamento este que visa a união e o mutualismo entre os irmãos em Cristo. Quando eu entendi que pedir socorro aos meus irmãos na fé era algo que trazia comunhão eu entendi que o que estava realmente me levando a não buscar a ajuda deles: é a vontade de não depender de ninguém, de ser capaz de fazer tudo com as minhas próprias forças. Logo, quando eu me negava a pedir socorro eu estava negando uma bênção de Deus na minha vida e na dos outros. Um versículo que concretiza bem essa ideia é Eclesiastes 4:9-12

Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um como se aquentará? E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”

Colhendo os frutos

Estive nesse carnaval em um retiro da minha igreja. Pela primeira vez na minha vida fui escalada para ser a responsável pelas crianças. Sempre ajudei a cuidar destes pequenos, mas nunca fiquei como a responsável oficial delas. Fiquei com muito medo… medo de atrapalhar a obra de Dele. Mas pela Sua imensa e maravilhosa graça, Deus colocou pessoas na minha vida para me trazer palavras de conforto e encorajamento, outras que estiveram ao meu lado quando pensei que já não conseguiria mais seguir em frente, outras tantas que estavam me cobrindo com oração. Elas sempre estiveram ao meu lado, mas o meu orgulho e o meu vício em ser independente me cegava, e me fazia negar ou até mesmo recusar o amor que eu estava recebendo de cada um. E ao retornar para casa ontem, percebi que estava em paz, que a auto-depreciação não estava me destruindo, que eu não estava me culpando pela minha falibilidade; mas eu estava me regozijando em uma alegria que só vem quando a comunhão da igreja acontece de verdade.

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Ouvir x Fazer

Por fim, quero terminar esse texto dizendo que: eu passei a vida toda ouvindo que no Reino de Deus ninguém vive sozinho, que ninguém precisa passar por tudo sozinho, principalmente porque Cristo está SEMPRE conosco. Mas eu nunca coloquei isso em prática de fato. E como está escrito:

“Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho
e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.

Tiago 1:23,24

Deus nos conhece como niguém! Até porque foi Ele quem nos criou exatamente como somos; e por isso, ao lermos, ouvirmos e conversarmos com Ele, descobrimos quem nós realmente somos. Assim como está escrito neste versículo, se eu não pratico aquilo que eu ouço, eu sou semelhante a alguém que se esquece da própria identidade.

E finalmente, chego ao final deste texto com a recomendação de uma música que marcou o meu retiro desse ano, espero que esta canção faça tanto sentido para você quanto fez para mim!

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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