Oi oooi gente! Tudo bem? Espero que sim 🙂 Hoje estreamos uma nova série aqui no blog ❤ Ela é resultado da enquete que eu fiz na página do Face do blog . (caso você não conheça a nossa Página, clica lá!) E nessa nova série eu quero trazer posts em que eu trago os capítulos do livro “Cristianismo puro e simples” do C. S. Lewis (o mesmo autor de As crônicas de Nárnia) e comento um pouquinho. A ideia desse novo tipo de texto surgiu quando eu voltei a ler o livro e percebi que a leitura estava muito menos complicado do que antes. No começo da minha leitura (há muuuuitos anos atrás hahaha) eu sentia que a leitura não fluía e eu não consegui terminar… (já que não era uma história se desenvolvendo, mas sim uma tese) Só terminei depois de parar um pouco e retomar depois de alguns tempos (quando, depois de muito ler textos pra faculdade eu me acostumei com esse modelo “não literário”). Logo, eu pensei: “E se mais pessoas gostam do livro mas sentem dificuldade de entender alguns pontos do texto e/ou não conseguem terminar o livro?” então aqui está um jeito mais leve para “ler” este livro incrível ❤

Pequena introdução

O livro na verdade é um compilado do programa de rádio de Lewis, estes “episódios” do programa foram adaptados em textos e estes textos foram agrupados no livro “Cristianismo puro e simples”. Uma pergunta importante a se fazer aqui é: “Porque Lewis queria falar sobre o cristianismo?” Eu acredito que ele tenha sentido a necessidade de mostrar o cristianismo como algo simples e não uma religião segmentada em várias vertentes e cheia de temas complicados da teologia. Ele queria aproximar Cristo das pessoas e mostrar que seguir a jesus muitas vezes é mais simples do que pensamos. No livro, Lewis aborda temas que todas as “religiões” cristãs têm em comum, e fez questão de entrar em contato com líderes de cada umas das “vertentes” para que avaliassem e confirmasse que não havia nada que fosse heresia. Por isso a ideia de Maria e dos santos católicos não foi tratada e muito outros que as igrejas católica romana, anglicana e etc não concordavam. Ou seja, é um compilado de princípios e da cosmovisão de um cristão.

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As explicações

Por se tratar de um programa de rádio, Lewis não se apegou muito na utilização de um vocabulário rebuscado, mas sim em usar palavras e expressões cotidianas que aproximassem as pessoas dele. Outra forma que eu percebi que ele usa muito bem são metáforas. Muitos conceitos teológicos são abstratos e demandam um aprofundamento em textos teóricos e/ou uma bagagem de escolaridade… Logo, ao utilizar metáforas, Lewis torna esse conhecimento abstrato em algo mais concretopalpável para o seu público. Acho incrível essa preocupação, pois torna a teologia acessível e democrática, não mais restrita àqueles que tinham escolaridade boa (convenhamos que na época em que o conteúdo foi produzido, durante a segunda guerra mundial, o acesso ao conhecimento era bem mais restrito do que já é hoje).

Citando!

Agora, quero dedicar esta parte do texto para trazer trechos da introdução do livro, escrita por Kathleen Norris

“Este livro deve ser interpretado à luz de seu contexto. Num ato de coragem, seu autor quis contar histórias que curassem os corações num mundo que perdera a sanidade”

“Este livro, portanto, não é feito de especulações filosóficas acadêmicas. É, isto sim, um trabalho de literatura oral dirigido a um povo em guerra. Quão insólito deveria ser ligar o rádio – que toda a hora dava notícias de mortes e e de uma destruição indescritível – e ouvir um homem falar, de forma inteligente, bem-humorada e profunda, sobre a importância da distinção entre o certo e o errado.”

“O fato de termos declarado obsoleta a noção de pecado não diminuiu o sofrimento humano. E as respostas fáceis – colocar a culpa na tecnologia ou, porque não, nas religiões do mundo – não resolveram o problema. O problema, C. S. Lewis insistia, somos nós. A geração ímpia e perversa da qual falavam milhares de anos atrás os salmistas e os profetas é também a nossa, sempre que nos submetemos a males sistêmicos e individuais como se não tivéssemos outra alternativa.”

“Falando unicamente com a autoridade da experiência de leigo e ex-ateu, C. S. Lewis disse aos ouvintes na rádio que o motivo pelo qual fora selecionado para a missão de explicar o cristianismo para a nova geração era o de não ser ele um especialista no assunto, mas antes “um amador… e um iniciante, não uma mão calejada.”

“O cristianismo ‘puro e simples’ de C. S. Lewis não é uma filosofia nem mesmo uma teologia que deve ser lida, discutida e guardada na estante.”

“O cristianismo que Lewis comunga é humano, mas não é fácil: ele nos chama a reconhecer que a maior batalha religiosa não se trava num campo espetacular, mas dentro do coração humano comum, quando, a cada manhã, acordamos e sentimos a pressão do dia a nos afligir e temos de decidir que tipo de imortais queremos ser.”

Espero que vocês tenham gostado! Deixem aqui nos comentários a opiniões de vocês e as sugestões também 🙂

Agradecimento especial à Página C. S. Lewis Brasil pelo apoio

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Em amor, Dory ❤

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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