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Cap 3 AWAM

E lá estava eu, ensopada por causa do banho, enrolada na minha toalha e de repente, as coisas mudaram completamente. A primeira coisa que olhei ao abrir os olhos foi o céu, sim, havia um céu alí, no teto da minha sala. Ele era escuro, e “denso”, bem diferente do nosso, sua cor era uma mistura de roxo escuro, como a de alguma galáxia distante e um preto. Olhei ao redor de mim e percebi que a casa estava preenchida por uma névoa, como as que aparecem nas serras pela manhã. Me desesperei, meu coração palpitava como uma britadeira, minha respiração estava barulhenta, as mãos geladas mas suando. “Bem vinda ao lar, um mundo cheio de criaturas fantásticas e magia. Nós, os que nascemos aqui, costumanos chamar de ‘Baloon’…” ouvi novamente a voz do meu “gato”. Sem muito o que responder a ele, apenas assenti com a cabeça. E ao fazer este movimento percebi que já não estava mais de toalha, mas sim com uma roupa de guerreira, mas não uma guerreira qualquer, parecia que era uma roupa que algum antigo guerreiro oriental como os unos e uma espada também.

 

Quando eu finalmente consegui silenciar o meu barulho interno, meu gato explicou algumas coisas importantes, tais como o funcionamento daquele mundo. Aparentemente é um mundo “paralelo” mas que não é exatamente “paralelo”, algo meio complicado. No “Baloon” uma guerra entre as espécie estava sendo travada, e “Flux” o meu gato era um diplomata da espécie “Flex”. Eles são como os felinos, mas têm a capacidade de controlar qualquer tipo de fluido. As outras espécies também tinham, cada qual, a sua habilidade especial, alguns podiam controlar a gravidade por um pequeno espaço e tempo, outros tinham a força de toneladas e assim por diante. No entanto a guerra entre eles estava começando a interferir no mundo humano e por isso Flux foi escolhido entre os diplomatas para ir ao nosso mundo e encontrar algum humano para que o auxilie a manter o equilíbrio entre os dois mundos.

“BOOOOM!!!!” ouvimos um grandes estrondo a alguns quilómetros. Meu rosto se voltou imediatamente a Flux e fiz-lhe uma expressão de interrogação misturada com entusiasmo. Pelas vibrações da névoa o felino conseguiu identificar o tipo de impacto que causou o barulho, era uma explosão mágica causada por um “Gravy”, monstros que conseguiam manipular a gravidade. Mas pelo tamanho da explosão certamente não era um qualquer, mas sim algum soldado muito bem treinado. Flux ficou muito preocupado com o impacto que esta explosão poderia ter causado no mundo humano, por isso pediu pra que eu verificasse e me explicou que como eu havia sido escolhida como o humano representante, agora todos os meus equipamentos mágicos que ele me dera, estavam as minhas ordens, tais como o capacete que poderia me ajudar a verificar a estabilidade que nos preocupava.

“Há uma fenda que emana eletricidade bem no local da explosão!” exclamei maravilhada pela habilidade do equipamento e ao mesmo preocupada com o grande problema que teríamos de resolver. Flux fechou os olhos, se concentrou e seus pelos começaram a reluzir, quando eu finalmente pude vê-lo, ela já estava do tamanho de um leão! Ele olhou sério para mim e eu entendi o seu recado, eu deveria montar nele para ajudá-lo. Mas neste momento senti pela primeira vez, desde que havia chegado a este mundo, insegurança… Engraçado, achava que esta deveria ser a primeira coisa que alguém sentiria ao chegar a um lugar como esse. Mas confiei nos meus anos de academia e lutas marciais que fiz, certamente me seriam úteis em um momento de perigo, nem que seja para fugir em segurança. Me preparei para a corrida e num piscar de olhos, Flux saiu da minha casa e correndo foi em direção ao centro comercial do bairro. Olhei para o céu e percebi que era o mesmo céu que tinha visto no meu teto, mas que lá fora, parecia mais leve. A cidade estava vazia, e cheia de árvores e plantas que eu nunca vi até então, a névoa não me permitia ver muito longe, mas como ela não era tão alta, fui capaz de ver algumas montanhas, que montanhas seriam elas? Não haviam montanhas no mundo humano naquele lugar.

Durante o caminho fiz algumas perguntas ao “leão” Flux sobre como eu poderia ajudá-lo, estava extremamente animada para conhecer o novo mundo que me encontrei, e cheia de coragem para enfrentar criaturas mágicas, me senti estranha, essa não seria a reação de alguém comum, o que há de errado comigo? Por que eu não estava com medo? Por que eu não me incomodava com a possibilidade de um mundo quase paralelo ao humano e que pudesse destruir tudo o que conheço? E o que teria feito Flux me escolher naquela tempestade? Será que ele já estava me vigiando a algum tempo? Não pode ser que foi pura coincidência um ser que controla fluidos estar numa lixeira perto da minha casa…

Se você ainda não leu os capítulos anteriores, clique aqui para ir ao primeiro capítulo! 

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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