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Amazing World Around Me <3

Hey hey galera bonita desse lindo e imenso marzão! Como estão? Espero que bem 😉 Estava com muita saudade de vocês hehe. Hoje eu trago uma novidade pra vocês. A algum tempo tenho sentido muito no meu coração de começar um novo projeto no nosso querido blog. Basicamente é uma história que será publicada por capítulos, like a fanfic (trad: como uma fanfic). Hoje vou publicar o primeiro capítulo e eu queria muito saber o que vocês acham, se vocês querem que ele continue e tudo mais. A ideia é continuar a postar os textos normais quinzenalmente (uma segunda sim e outra não) e na última semana um capítulo da história. Deixem nos comentários a opinião de vocês ❤

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Andando pela escura e silenciosa rua, eu o encontrei… E este fato, este incrível e maravilhoso fato, eu não esquecerei. Você está confuso, querido leitor? Imagino que sim, eu ainda estou também. Não se preocupe, vou te contar todas as outras coisas que sucederam essa incrível experiência! …

Aprendendo a estar longe…

Na quinta-feira passada, lá estava eu empacotando minhas coisas para a mudança. Que mudança? Ora, que pergunta, a minha “A mudança”. Eu estava prestes a mudar para a capital, e bem… Prestes também a realizar o meu maior desejo desde que me formei, trabalhar numa grande editora de livros como editora. Logo mais você pode encontrar alguma obra que estou trabalhando! Mas não era sobre isso que eu estava falado, voltemos a “A mudança”. Meu coração estava palpitando vida e parecia fluir alegria nas minhas veias, pensar que em 4 horas estaria na minha nova casa e que teria um mundo inteiro pra conhecer me trazia um olhar diferente sobre o que me cercava.

Lacrei a última caixa que faltava e me espreguicei com todas as forças que me restavam. Conseguia sentir cada parte do meu corpo se esticar, tencionar e logo em seguida relaxar por completo. Para sentir melhor este pequeno intervalo de descanso me joguei no gramado do quintal e fiquei observando o céu azul e reluzente daquela manhã. O caminhão já deve estar para chegar, pensei, ao sentir a fresca brisa matutina massagear o meu corpo e fazer flutuar os meus cabelos. Sentir o verde gramado me pinicar me trazia ótimas lembranças, e que lembranças… “CHEGOU! O caminhão chegou!” ouvi minha mãe gritar distante de mim. Abri meus olhos bruscamente e me levantei.

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O caminhão tinha cheiro de tabaco e pó, e aquilo irritava o meu nariz. Estava na cabine junto com o motorista que permanecia em silêncio desde que partimos, seus olhos demonstravam cansaço e distanciamento de mim, pelo menos foi isso que pensei. Como não havia possibilidade alguma de uma conversa com meu colega de viagem, resolvi me distrair com a paisagem que corria ao meu lado. Quanto mais nos aproximávamos da capital, mais eu vi a grama sumir, mais eu senti o ar mudar, mais eu sentia a tensão de uma vida agitada. Depois de 4 horas e meia de viagem, e algumas paradas para descansar e ir ao banheiro chegamos ao meu mais novo lar. O motorista me ajudou a levar as coisas para o meu apartamento que ficava no quinto andar, e ao terminarmos o paguei pelo serviço. De forma bem sutil e simples, reparei que ele ergueu o canto esquerdo da boca, resolvi concluir que era um sorriso.

Depois do caminhão sumir de minha vista, voltei ao meu apartamento e me joguei nos meus pertences e me permiti me esvaziar. Nessa hora consegui ouvir os carros em movimento na rua, as pessoas conversando nos apartamentos vizinhos, o vento forte batendo na janela da cozinha e o chão gelado da nova casa. “Força! Só mais um pouco e já podemos descansar.” Pensei ao perceber que teria de encontrar a caixa onde deixei minhas roupas, pois tinha de ir a algum lugar para almoçar, sim, almoçar às 14:38…

Já com a roupa trocada, saí em busca de um lugar para me alimentar. Como não conhecia muito bem a área e cá entre nós também não sou boa em relação a decorar caminhos, resolvi não ir muito longe do meu novo lar. Já haviam se passado 30 minutos desde  o início de minha busca e eu ainda não tinha comida coisa alguma. Meu estômago começou a demonstrar mais irritação que o habitual, para evitar um desmaio repentino resolvi comer na primeira lanchonete que avistei. Ela tinha um aspecto bem amigável, se parecia muito com os cafés que vimos em filmes, possuía uma área externa com algumas mesas e árvores que faziam sombras tanto na parte de fora quanto na de dentro. Como estava um pouco debilitada resolvi comer no refúgio de um teto, dentro do estabelecimento. Fiz uma anotação mental de que deveria voltar lá para experimentar comer do lado de fora. Ao entrar a primeira coisa que reparei foi na iluminação. As sombras produzidas pelas árvores faziam o ambiente parecer uma floresta contida naquele pequeno espaço naquela imensa cidade. Boa parte dos móveis eram de madeira, num estilo rústico, salvo o balcão de atendimento que tinha um design extremamente moderno. Como já era relativamente tarde, a lanchonete estava praticamente vazia, apenas uma pessoa ou outra em mesas periféricas. Escolhi onde repousaria meu corpo pesado, sedento por comida e me joguei no asento.

Desesperadamente peguei o cardápio e pedi a primeira coisa barata que vi. Por sorte foi um sanduíche muito bem recheado de frios e salada. Muitas pessoas podem querer coisas gordurosas e mais pesadas, eu no entanto, como estou sem muito dinheiro, gosto de aproveitar ao máximo os alimentos que fazem bem ao meu corpo e cabem no bolso. Graças a Deus não demorou muito para que o meu pedido chegasse, devorei-o e recarreguei minhas forças com aquele delicioso almoço. Me apoiei levemente no encosto da cadeira e olhei para cima. Não era a mesma vista de hoje cedo, não era o mesmo céu, aliás, não era um céu. Era um teto de madeira queimada com as sombras das folhas arbóreas. Mas o vento… Esse era o mesmo. Pode parecer um pouco bobo, mas o vento me traz boas memórias, memórias de um verão inesquecível.

Como havia terminado de comer, fui ao balcão para pagar o que eu tinha consumido. O atendente, que também era garçom, tinha um aspecto simpático, mas carregava um ar de mistério. Não sei se você já teve essa sensação, mas o olhar dele parecia carregar alguns segredos, carregar uma maneira diferente de enxergar o mundo. Bom, achei aquilo encantador, mas tentei não demonstrar minha admiração e agi o mais neutra possível. Mas não foi o suficiente. Ele percebeu. “Existe algo incrível no vento, você não acha? Sinto que você percebe o mundo de uma forma especial.” Ele disse, primeiramente fiquei assustada, nunca havia encontrado alguém que percebesse o quanto eu gostava de sentir a brisa, até porque sempre tentava ser o mais discreta possível, mas logo que me recuperei do desnorteamento respondi que sim. “Você vai encontrar coisas maravilhosas por aqui, aliás, é nova nessa região?” Fiquei mais confusa ainda, a quando ele pronunciou a primeira parte da frase o homem passou a impressão de saber que eu era nova e que já esperava por minha chegada… Mudei meu comportamento e fiquei mais cautelosa, assenti com a cabeça, paguei e me pus a voltar para casa.

A porta trancada, a noite caindo e eu com meu pijama favorito, jogada no monte de almofadas que fiz na sacada, observando o céu. Não haviam estrelas. Estava na cidade. Não haviam pessoas que perguntaríam como o meu dia foi, não haviam animais para serem alimentados e cuidados antes da noite chegar, não havia mais ninguém comigo naquele momento… Percebi naquele momento o que era de fato morar longe da casa, do lar. Meus olhos começaram a se encher com água, a imagem de meus pais acenando do quintal de casa hoje me fez franzir a testa, a imagem de meus irmãos correndo atrás do caminhão fez com que minha boca torcesse, a imagem do sítio se distanciando de mim fez com que eu entrasse num dilúvio interno… Depois de alguns minutos consegui abrir os olhos, as lágrimas haviam lavado minha alma e agora me sentia leve e translúcida por dentro, sequei-os. Olhei pra cima de novo. Novamente sem estrelas, mas um pensamento me veio a mente; de que eu estava sob o mesmo céu que todos os que eu amo, mesmo longe, estávamos sob o mesmo céu. E este, este único pensamento, daquele pequeno milésimo de segundo me fez sorrir e cair em gargalhadas. Tomei forças e liguei para casa, para o meu verdadeiro lar.

Você acha que o encontro com o garçom foi o encontro marcante que citei no início do texto? Ingênuo leitor, este pequeno evento não se compara em nada com o que acontecerá a alguns a frente. Este esbarrar de alma naquela noite escura me fará enxergar as coisas com mais magia, com mais brilho, me fará ver uma das minha maiores missões.

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Então, quer saber o que acontece depois? Quer descobrir que encontro foi esse? Quer saber o nome da personagem principal?! Fique ligado no próximo capítulo, agora só na última semana de Setembro.

Em amor, Dory ❤

 

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Sobre Dory <3

Eu me denomino como Dory, uma pequena menina que é super mega atrapalhada e se distrai facilmente. MAS que o coração anseia por fazer amigos e o que é certo (ou pelo menos tentar). Sou cristã, estudante de Letras, pseudo piadista e humana.

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